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Aniversários/Fevereiro


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Primo pobre do futebol E-mail
29 de junho de 2009 - 09:27

capa_290609Salário faz jogadores norte-americanos deixarem o país.

   Não foi só o astro inglês David Beckham que provou e não gostou da MLS, a liga criada pelos norte-americanos para empurrar o "soccer" no país. O time dos EUA que fez a final da Copa das Confederações com o Brasil (perdeu por 3 X 2) é a prova de que o futebol é ainda periférico no mais rico país do planeta. Dos 23 jogadores que formam o elenco chamado pelo técnico Bob Bradley, 18 atuam fora dos EUA. Entre os oito times que disputaram a competição na África do Sul, nenhum tem um contingente de "estrangeiros" tão grande.


   E os norte-americanos não trocaram a MLS, onde o salário anual pago à maioria dos atletas é de apenas US$ 20 mil (pouco mais de R$ 3.000 mensais), por clubes de ponta da Europa. A maioria deles atua em times de segunda linha. Os EUA têm atletas em equipes como o francês Rennes, o sueco Hammarby e os dinamarqueses Midtjulland e Aarhus.
Outros, que estão em times de maior envergadura, esquentam o banco, como o atacante Altidore, que é pouco utilizado pelo Villarreal, da Espanha.

  Apesar de os jogadores ganharem pouco, a MLS já não é o pesadelo como negócio para seus donos como nos anos iniciais - até 2003, a liga acumulava prejuízo de US$ 350 milhões (quase R$ 700 milhões).
Em expansão, ela atrai o interesse de grandes empresários norte-americanos. Hoje são 15 times, e mais três irão encorpar a competição até 2011. Uma das últimas equipes a entrar na competição, o Seattle Sounders tem Paul Allen, um dos donos da Microsoft, como um de seus proprietários.

 
Para Bob Bradley, o técnico da seleção dos EUA, a debandada dos jogadores de seu país para o exterior é positiva. "A MLS é importante em termos de crescimento dos atletas, já que muitos começam nela. Mas a experiência dos que estão no exterior é importante para o nosso time", afirmou o treinador, que no domingo no jogo contra a Seleção Brasileira, não pode contar com o seu filho Michael, expulso na semifinal contra a Espanha.

   A opinião deve ser compartilhada por Dunga: sempre que questionado sobre quais os pontos fortes da Seleção dos EUA, o treinador citou o fato de muitos jogadores de determinadas seleções atuarem na Europa.
É o caso do time norte-americano: no velho continente estão 15 dos convocados por Bradley para a Copa das Confederações disputada na África do Sul.

Fonte: Folha Online

 
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