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Cruzeiro vence e está na final da Libertadores |
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03 de julho de 2009 - 10:27 |
Time mineiro consegue a classificação para a decisão depois de empatar com o Grêmio no Olímpico por 2 a 2, na noite desta quinta-feira.
Com um empate por 2 a 2 (vitória na ida por 3 a 1), o time mineiro vai para a finalíssima diante do argentino Estudiantes de La Plata, que eliminou o Nacional(URU). A partida no Olímpico foi comandada pelo árbitro Oscar Ruiz, auxiliado por Abraham González e Humberto Clavijo, todos colombianos.
Depois de toda uma atmosfera de tensão, gerada por denúncia de racismo contra o atacante do Grêmio, o argentino Maxi Lópes, ocorrida após o primeiro duelo no Mineirão,o jogo começou elétrico em Porto Alegre. Muitas faltas de lado a lado e pressão contra a arbitragem, que buscou o controle e a condução da partida com tranquilidade. Um lance, no entanto, gerou polêmica: aos 29 do primeiro tempo, numa disputa de espaço e da bola, Herrera, atacante do Grêmio, teria sido agarrado por defensor dentro da área. Muitos viram na jogaga uma penalidade máxima. Oscar Ruiz interpretou a jogada como normal e mandou a bola rolar.
O empate do Tricolor chegou aos 30 minutos do segundo tempo. Mas restava pouco tempo para mudar a história da partida. Ciente disso, O Cruzeiro apenas administrou nos minutos que faltavam, garantindo a classificação às finais contra o Estudiantes da Argentina.
Confira abaixo matéria do Correio do Povo sobre os episódios envolvendo torcedores e a Brigada Militar, antes e durante a partida.
Noite foi de confusão no Olímpico
"Muita confusão ocorreu momentos antes da partida entre Grêmio e Cruzeiro. O Tricolor já estava em campo quando milhares de torcedores se aglomeravam no lado de fora do Olímpico, nos portões de acesso às sociais e outros setores, sem conseguir entrar no estádio. A Brigada Militar agiu de forma enérgica, houve correria. Muitas pessoas reclamaram da ação dos brigadianos, considerada truculenta por alguns torcedores.
Com o jogo em andamento e ingresso na mão, principalmente de arquibancada inferior, torcedores aguardavam uma orientação da administração do Grêmio. Os portões se encontravam fechados, impossibilitando o acesso de centenas de gremistas que tinham ingresso. O clima ficou tenso. A administração do Grêmio explicou que foi a Brigada Militar quem fechou os portões por causa do tumulto, e que os estes só seriam abertos se os torcedores se organizassem. Os portões 14, 15 e 16 foram os que apresentaram maiores problemas com aglomeração de pessoas.
Os mais revoltados com a situação eram os sócios do clube. Quando o Cruzeiro fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo, muitos torcedores que estavam no lado de fora desistiram de entrar no estádio Olímpico e a situação foi amenizada. Aos 18 minutos do segundo tempo, quando Elicarlos – que se envolveu na polêmica de racismo com Maxi López – entrou no Cruzeiro, alguns torcedores do Grêmio, lamentavelmente, ensaiaram gritos de deboche contra o atleta cruzeirense".
Fonte: Assessoria de Comunicação do SAFERGS
Foto: Reprodução WEB
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