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Quem coíbe o "agarra-agarra"? |
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18 de setembro de 2007 - 20:48 |
"Além de alguns descritérios da arbitragem brasileira, talvez a mais polêmica decisão do árbitro seja mesmo o agarra-agarra na área".
* João Garcia, jornalista, comentarista da Radio Guaíba
Javier Castrilli, árbitro argentino, que conheci aqui em Porto Alegre num fórum sobre ética no esporte, onde foi palestrante, conseguiu em terras portenhas dar unanimidade à punição desta troca de agarrões na área. Marcava falta tanto do defensor quanto do atacante e minimizou o problema, porque foi seguido pelos colegas. Aplicou isto no Brasil, num único jogo que arbitrou e se ferrou com a mídia. Alías, esta senhora gosta muito de apitar e sempre ancorada no replay de vários ângulos. Inclusive os ex-colegas árbitros. Estes, no caso da Globo, ainda são contestados pelo sabe-tudo Galvão Bueno.
Pois, acho que está mais do que na hora de começar a punir estes agarrões, que em muitos casos beiram a sexualidade com agarrões aqui e ali e não faltam nem beijinhos. Para não dar polêmica, muitos árbitros deveriam punir na mesma rodada. Assim não fica o Roman como a ovelha negra. Avisar, ameaçar com cartão, já se viu, não resolve. Bota na cal ou pune o infrator atacante com falta que vai tudo para o lugar. Esta tarefa é para o comando da arbitragem. Decisão de quem manda.
Outra coisa. Esta mania que o jogador brasileiro tem de a cada marcação de falta promover reunião em torno do árbitro é irritante. Fica Sua Senhoria pipocando para um lado e outro querendo acabar com aquilo. Sugestão: dá cartão amarelo para um e já avisa que não vai aturar pressão daquele jeito.
O árbitro brasileiro releva muitas coisas e em alguns casos até a chegada forte e a fiasqueira de quem parece ter sofrido uma agressão e rola para lá, rola para cá, grita que nem porco antes da degola. Isto também irrita-me.
Ou seja, estamos falando de coisas que não constam no livrinho e são decisões pessoais, mas que devem estar amparadas no critério maior que é do comando da arbitragem.
Espero ter contribuido para o debate.
* João Garcia, jornalista, comentarista da Radio Guaíba
Texto publicado no Jornal MARCA DA CAL, julho de 2007
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