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Dia 24
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Dia 25
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Dia 26
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Denúncias de assédio sexual contra ex-supervisor de árbitros |
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18 de fevereiro de 2010 - 17:00 |
Manfred Amerell, até há poucos dias
membro da comissão de arbitragem da Federação Alemã de Futebol, é acusado de
assédio sexual por jovens árbitros. A entidade confirmou ter recebido "vários"
relatos.
Segundo a Federação Alemã de Futebol
(DFB, na sigla em alemão) "vários juízes relataram, independente uns dos outros,
terem sido molestados ou pressionados". Conforme a entidade, eles só se
pronunciaram agora porque tinham medo de sofrer retaliações pessoais ou
profissionais. "Em face de todos os casos que chegaram
ao nosso conhecimento, a DFB tem convicção de que o senhor Amerell violou
claramente suas obrigações como membro da comissão de arbitragem", afirmou a
federação, através de comunicado.
Advogado de Amerell critica a
DFB
O caso veio a público em dezembro, depois
que o juiz da FIFA Michael Kempter, de 27 anos, apresentou queixa à DFB,
acusando Amerell, então supervisor de árbitros, de tê-lo assediado
sexualmente.
Manfred Amerell, que renunciou ao cargo pouco tempo depois, nega as
acusações.
"Em nenhum momento do passado eu molestei
sexualmente um jovem juiz do Campeonato Alemão", declarou Amerell, de 62
anos.
Seu advogado acusou a DFB de ter ignorado princípios jurídicos,
impedindo
consulta a relatórios internos e alegou que nem ele nem seu cliente
puderam
saber de que Amerell estava sendo acusado.
"Futebol não é mundo
perfeito"
A DFB anunciou que tomará providências
com respeito ao caso. A prática atual, em que jovens árbitros são
acompanhados e
avaliados por um longo período por uma única pessoa, deve ser alterada,
segundo
os dirigentes. O objetivo seria "trazer mais transparência aos processos
e
evitar, de forma mais eficaz, relações de dependência". "A conduta
errada de
certos indivíduos não deve ser sistematicamente ignorada", anunciou a
entidade.
"O futebol não é um mundo perfeito, e o sistema de arbitragem também
não",
afirmou Theo Zwanziger, presidente da DFB.
Zwanziger elogia
Kempter
Segundo Zwanziger, não há, no caso
Amerell, intenção de julgar inclinações sexuais. "Não queremos que
orientações
sexuais sejam discriminadas", disse o dirigente. "A DFB se empenha por
uma
relação aberta e tolerante", disse. Ele ressaltou ser injusto enquadrar
as
pessoas atingidas no contexto da homossexualidade. Elas tornaram públicas práticas "sobre as
quais muitos se calaram por tempo demais". "Árbitros como Michael
Kempter
merecem todo o nosso respeito, e espero sinceramente que ele receba de
todos os
torcedores todo o apoio que ele merece", acrescentou Zwanziger. Após a
divulgação do caso, Kempter havia sido dispensado temporariamente de
arbitragens. Zwanziger cogita o retorno de Kempter a jogos do Campeonato
Alemão.
Fonte: Deutsche Welle
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