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Palavrões são proibidos na Paraíba E-mail
05 de março de 2010 - 11:58

capa_04_05032010Nas arquibancadas dos estádios de futebol da Paraíba não se fala de outra coisa. É a lei pimenta na boca: o palavrão está  proibido. 
 

   "Às vezes dá vontade de mandar o árbitro para aquele canto, é normal, faz parte", diz o estudante Amauri de Aquino. "A gente vem aqui para desabafar. É complicado uma situação dessa", afirma o contador Paulo Soares. A novidade está no regulamento do campeonato estadual, que proíbe atos violentos, gestos obscenos e nomes feios. "Não basta só segurança no estádio. É necessário também que o estádio seja um ambiente saudável à família paraibana, à família brasileira como um todo", diz o assessor jurídico da Federação, Jader Ribeiro Filho. Por enquanto, a medida é educativa e não tem punição prevista, mas dependendo da gravidade a ofensa pode virar caso de polícia. Como nenhum torcedor quer sair do estádio direto para a delegacia, muitos decidiram trocar o palavrão pela irreverência.


Você já imaginou, por exemplo, se o seu ídolo ficar na cara do gol e chutar para fora? Você vai gritar: "que beleza, que beleza. Você perdeu o gol." E se o técnico der aquela mexida equivocada no time, que faz a torcida imaginá-lo com orelhas enormes? "Professor você é muito inteligente de fazer uma substituição dessa, professor."

A torcedora, Dona Maria José Macedo, 75 anos, torcedora símbolo do Botafogo da Paraíba, receia não controlar a boca. "Sinto muito, se precisar vou falar muito palavrão feio".
O juiz será que vai sair ileso, junto com a reputação da mãe, depois que os estádios paraibanos virarem academias de boas maneiras? "Todo mundo tem a razão de extrapolar, de chegar aqui, esculhambar a mãe de quem for, mas é isso mesmo, a gente está ali. Somos profissionais, mas eu acho que isso não vai vingar não", diz o juiz de futebol, Adalberto Moesia.


Fonte: PB Agora

 
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