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Para o presidente da Fifa, a aplicação de computadores para tirar dúvidas de arbitragem no decorrer do jogo vai contra a natureza do futebol.
No site oficial da Fifa, o presidente da entidade, Joseph Blatter, enumerou razões pelas quais o uso da tecnologia no futebol profissional foi rejeitado pela International Board, órgão que regulamenta as leis do esporte, no último sábado. Para o suíço, a aplicação de computadores para tirar dúvidas de arbitragem no decorrer do jogo vai contra a natureza do futebol. "O futebol é um jogo dinâmico, que não pode ser paralisado para que uma decisão seja revista. Isso quebraria o ritmo do jogo e poderia impedir uma oportunidade de gol. Parar a cada dois minutos iria contra o dinamismo natural do esporte", afirmou Blatter.
Além disso, o dirigente argumentou que os custos para implantar a medida em uma escala global seriam muito elevados. "A aplicação de tecnologias modernas pode ser muito cara. Muitas partidas, mesmo no nível mais alto, não são nem televisionadas. Por exemplo, temos quase 900 partidas preliminares para a Copa do Mundo, e a mesma regra precisa ser aplicada em todos os jogos da mesma competição". Para Blatter, o futebol "perderia a graça" sem os debates sobre lances polêmicos. "O jogo precisa ser jogado do mesmo jeito em qualquer parte do mundo", disse ele. "A simplicidade e o caráter universal do futebol é uma das razões do seu sucesso. Não importa que tecnologia seja aplicada, a decisão terá que ser tomada por um ser humano. Então, por que tirar a responsabilidade do árbitro e dá-la a outra pessoa? Não é raro vermos, depois de um replay em câmera lenta, dez especialistas com dez opiniões diferentes", concluiu.
Fonte: Terra Esporte
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