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Se a bola é redonda tem que correr |
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25 de agosto de 2010 - 02:20 |
Valdir Bicudo, comentarista de arbitragem dos sites Paraná Online e Justiça Desportiva, analisou a atuação de Carlos Simon no jogo entre Atlético Paranaense 1 X 0 Flamengo, na Arena da Baixada, em Curitiba, e concluiu que o árbitro gaúcho seguiu rigorosamente as determinações da FIFA.
No entanto, o analista alerta que este não é o comportamento usual dos gramados brasileiros:"no Velho Continente o futebol é tratado como um espetáculo de entretenimento. No Brasil, a malandragem dos atletas torna a maioria das partidas insossas e muitas vezes com um aliança incondicional do árbitro", afirma o professor Bicudo.
A Fifa diz que o espectador tem o direito de ver 90 minutos de bola
rolando, embora na prática isso não aconteça jamais. Na Europa o tempo
de bola em jogo oscila entre 70 e 75 minutos, mas lá isto acontece em
função de que o artífice principal do espetáculo o árbitro, adquiriu uma
cultura que sabe diferenciar quedas casuais em função de um contato
físico ou mesmo de um tropeço quando nada deve ser assinalado.
No
futebol brasileiro a arbitragem de há muito desenvolveu uma cultura
diferenciada e a qualquer choque ou contato físico a torcida, os atletas
e até mesmo a imprensa gritam em alto e bom som: Foi falta! Os
árbitros, a maioria malformados nas federações de origem onde não
recebem uma atenção compartilhada, diante da insegurança, da falta de
critérios na uniformidade na marcação da faltas trilam em muitas vezes
de forma constante o apito interrompendo o jogo e causando com isto
enorme prejuízo ao andamento da partida e, por extensão, gerando um mal
estar para todos e subtraindo boa parte do tempo de jogo.
Corinthians x
São Paulo no Pacaembu foi um exemplo da falta de discernimento da
arbitragem entre um contato físico com falta e um contato físico casual.
Quem assistiu ou assistir o teipe do clássico e observar um dos jogos
do final de semana dos campeonatos inglês ou alemão verá uma diferença
estratosférica de critérios da arbitragem na marcação de faltas e de
tempo de bola em jogo. Inclusive nos acréscimo os europeus são
fidedignos.
No Velho Continente o futebol é tratado como um espetáculo
de entretenimento. No Brasil, a "malandragem dos atletas" torna a
maioria das partidas insossas e muitas vezes com um aliado incondicional
o árbitro.
Feito este intróito, na companhia de dois professores de Educação Física
fui a Arena da Baixada no domingo observar Carlos Eugênio Simon
(Fifa-RS) no Atlético/PR 1 x 0 Flamengo/RJ. Vi uma arbitragem equânime
com critérios de interpretação na sinalização das faltas técnicas ou
disciplinares e um tirocínio mental altamente qualificado o que
propiciou ótima atuação numa partida de dificuldade média.
Cronometrei
as substituições - 32 segundos cada; atendimento médico - 25" cada; tiro
de meta - 22" cada; tiro livre direto - 26" cada; tiro livre indireto -
19" cada; cobrança de arremesso lateral - 14" cada; tiro de canto 15"
cada e comeração de gol 18". Além do acréscimo do tempo perdido e da
forma como conduziu a partida, só fracionando-a quando necessário, Simon
limitou a entrada dos médicos e massagistas de ambas as equipes no
campo de jogo, somente permitindo as suas presenças para acompanhamento
no carrinho que retira jogadores para posterior atendimento fora das
quatro linhas.
Na verdade o apitador gaúcho cumpriu apenas o que diz a
Fifa que determina que, um atleta só poderá ser atendido no campo de
jogo nas seguintes exceções: contusão do goleiro, quando o arqueiro e um
jogador se chocam e necessitam uma atenção imediata, quando ocorre uma
contusão grave, por exemplo, o atleta engole a língua, concussão
cerebral e fratura de perna. Fiz questão de cronometrar os tópicos
acima, porque tenho observado alguns jogos serem encerrados sem nenhum
minuto de acréscimo e em alguns casos o tempo acrescido não confere com
as interrupções que aconteceram durante a partida o que é um absurdo.
Este tipo de comportamento vem ocorrendo na Série A e B do
Brasileirão/2010.
Em tempo: O árbitro que não adicionar (quando for o caso) o tempo
perdido torna-se conivente no furto que é feito ao público presente.
Finalizar a partida aos 90 exatos minutos, sem nenhum acréscimo, é um
fenômeno.
Valdir Bicudo-apitodobicudo.blogspot.com
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