SUPORTE TÉCNICO
- Treinamento físico
- dos associados
- HORÁRIO:
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15h às 18h,
- terças e quintas
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LOCAL: CETE
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Rua Gonçalves Dias, 628, Porto Alegre.
Aniversários/Fevereiro
Dia 01
Celso L. Pastro
Dia 02
Alisson C. Rosa
Dia 05
Guilherme A. Silva
Dia 07
Paulo H. F. Guimarães
Dia 09
Fabiano S. Guimarães
Dia 10
Vladimir S. Siqueira
Dia 12
Jéferson F. Zajonz
Dia 15
João L. M. S. Junior
Dia 17
Jean P. A. Campos
João R. Scherer
Volnei T. Lucena
Dia 18
Eleno G.Todeschini
Dia 19
Everton A. Cardoso
Dia 22
Ismael F. C, Mancilha
Dia 24
Felipe B. Lermen
Dia 25
Julio C. B. Rodrigues
Dia 26
Nelson Strapasson
Dia 28
Fernando P. Bender
Luiz H. S. Junior
Tempo
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Arbitragem x Conhecimento |
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29 de agosto de 2010 - 12:45 |
Dizem que os árbitros brasileiros
são fracos, quando na realidade alguns comentaristas é que são muito mais
fracos. Por Fernando Sampaio no site Arquibancada Tricolor.
A TV Globo pode ter mil defeitos,
como ser chapa branca e evitar o jornalismo investigativo no esporte, mas suas
transmissões são de altíssimo nível. Não só pela qualidade técnica, mas pelos
comentaristas. Casagrande, Caio e Falcão são excelentes. Além do conhecimento
técnico e tático, tratam a língua portuguesa com o devido respeito. Mas a
diferença fundamental está na participação de ex-árbitros de futebol. Isso é
fundamental. Nem sempre preciso concordar com as opiniões, existe um certo coorporativismo,
ex-amigos, mas é inegável o conhecimento do Arnaldo, Wright e Marsiglia.
Nos últimos anos, tenho ouvido
uma enorme quantidade de informações equivocadas de ex-atletas e jornalistas
perpetuando o desconhecimento das regras na cabeça do cidadão comum. Dizem que
os árbitros brasileiros são fracos, quando na realidade alguns comentaristas é
que são muito mais fracos. É inaceitável ouvir comentários do tipo: "era o último
homem, tem que ser expulso"; "a bola bateu na mão, mas estava indo em direção
ao gol, ou para o companheiro de ataque"; "a bola bateu na mão, mas o braço
estava descolado do corpo"....
O nível de arbitragem, em todas
as modalidades, acompanha o nível técnico do esporte naquela região. É mais
fácil encontrar bom árbitro de futebol no Brasil do que na Namíbia. Assim como
deve ser mais difícil encontrar bons árbitros brasileiros de críquete, beisebol
ou futebol americano. É evidente que nossa arbitragem é acima de média. Os
árbitros são seres humanos e erram como todos nós. A diferença é que os
árbitros erram muito menos, e decidem muito menos, que jogadores e técnicos. É
indiscutível.
O maior chororô aconteceu em
Campinas, na partida Guarani x Palmeiras. Vou colocar aqui o relato de um
profissional da arbitragem, excelente instrutor. Aprendo muito com ele e você
também poderia aproveitar para melhorar o seu conhecimento e enriquecer a
discussão com os amigos. Mesmo para quem não viu o jogo, será interessante entender
alguns conceitos para não falar bobagem. Antes de falar dos lances, como está
difícil apitar. Ouvi na TV que o Sálvio deixou de marcar quatro pênaltis. No
rodapé da tela, a notícia: "Felipão na bronca com a arbitragem". Assim todos se sentem prejudicados.
O Scolari, assim como outros
técnicos, faz isso para mascarar possíveis erros contrários e jogar a torcida
contra a arbitragem. Ele costumava fazer isso. Certa vez, no começo da
carreira, fui apitar o Palmeiras. Putz, o que ele xingou! E o Palmeiras estava
sobrando no jogo. É covardia fazer isso tipo de pressão.
Sobre o jogo Guarani X Palmeiras
Um lance em que o Mazola se joga
antes de ser tocado, repare que ele vai começar a dobrar o pé logo que percebe
a dividida. Ele até cai para o lado errado. O Mazola passou pelo Paulista, é
bom jogador, mas indisciplinado demais durante o jogo. Simula, reclama, toma cartões
bobos - mas é fazedor de gols.
Em outro lance, também no
primeiro tempo, o centroavante bugrino tenta cavar antes de dividir a bola (2
cavadas no primeiro tempo). Sálvio foi bem. No outro lance, ao sentir a mão na
camisa, o Mazzola desaba! Ele abandona totalmente o lance que poderia até
resultar em gol e se joga. Depois fica sinalizando que foi puxado.
Nunca que ele seria derrubado com
o puxão. Lance chato para o árbitro, ilusório para o torcedor, que acredita que
qualquer puxão é falta, e revoltante para o adversário. O zagueiro fica
possesso quando vê isso. Há um lance de mão do Marcio Araújo, reclamado pelo
Guarani. Ele não atinge a bola e nem muda a trajetória. Tentativa de mão não é
falta; é diferente de tentativa de agredir ou de atingir adversário. Tentar
atingir jogador é falta; tentar atingir a bola não é! Jogo chato de apitar. Expulsão
do Marcos Assunção foi justa, pois foi por segundo amarelo. Em suma, Sálvio
teve trabalho e se saiu bem. Qualquer reclamação, de qualquer lado, é chororô.
Fonte - Arquibancada Tricolor
Foto: Miguel Noronha
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