Dia 01
Celso L. Pastro Dia 02
Alisson C. Rosa Dia 05
Guilherme A. Silva Dia 07
Paulo H. F. Guimarães Dia 09
Fabiano S. Guimarães Dia 10
Vladimir S. Siqueira Dia 12
Jéferson F. Zajonz Dia 15
João L. M. S. Junior Dia 17
Jean P. A. Campos
João R. Scherer
Volnei T. Lucena Dia 18
Eleno G.Todeschini Dia 19
Everton A. Cardoso Dia 22
Ismael F. C, Mancilha Dia 24
Felipe B. Lermen Dia 25
Julio C. B. Rodrigues Dia 26
Nelson Strapasson Dia 28
Fernando P. Bender
Luiz H. S. Junior
Árbitros trilham longo caminho
para chegar à elite Juízes têm de dividir o tempo com emprego próprio e
reclamam da falta de apoio. Por Fernando Cesarotti, do R7
Que a vida de árbitro não é
fácil, todo torcedor sabe. Para apitar na Série A do Campeonato Brasileiro, e
estar à mercê de críticas, ofensas e, na pior das hipóteses, agressões, é
preciso trilhar um longo caminho e batalhar por alguns anos em jogos de garotos
e campos de várzea. Tudo isso, é claro, cuidando por
conta própria da forma física, aproveitando para isso o tempo livre, já que a
profissão de árbitro de futebol não existe na legislação trabalhista brasileira.
E são poucos os que conseguem viver exclusivamente do pagamento recebido nos jogos. O paulista Guilherme
Ceretta de Lima estreou na Série A em 2008. Ele divide o tempo de árbitro com a
função de professor de futebol no Grêmio União Sanroquense, clube de São Roque,
no interior paulista. E diz que só consegue continuar apitando porque conta com
a compreensão dos patrões.
- É impossível viver apenas do
dinheiro da arbitragem. Agradeço a Deus por hoje estar num clube em que todos
entendem e me ajudam quando tenho que viajar para apitar, ir a reuniões e
participar de testes físicos. Não gosto muito de largar o emprego, mas é assim que
funciona hoje o sistema e temos que nos adequar.
Ceretta começou cedo no apito,
apitando jogos de veteranos na Associação Atlética Alumínio, na cidade de
Alumínio, onde seu pai jogava (e ainda joga), e aos 17 anos já estava matriculado no curso da
Federação Paulista de Futebol.
- Sempre gostei de futebol, mas
não era muito bom, então procurei algo que eu pudesse ficar dentro de campo. Não sendo
jogador nem a bola, só poderia ser árbitro. Mas não sou frustrado, acho que
apitar é uma arte e só pessoas com capacidade de liderança e de suportar pressões, que saibam
lidar com situações de conflito, é que podem desempenhar uma boa arbitragem.
Maratona
Há vários cursos de arbitragem,
mas para apitar em jogos de campeonatos oficiais é preciso se matricular numa
das escolas ligadas às federações estaduais. Em São Paulo, o curso tem dois
anos de duração, com aulas teóricas e práticas, e depois de formado o juiz
precisa atuar em jogos de campeonatos amadores e de categorias de base.
Depois de alguns anos, os que se
destacam são escalados para os quadros oficiais das federações e podem apitar
nos Estaduais, começando geralmente em divisões inferiores. Um bom desempenho rende a
indicação para o quadro da CBF, que permite ao juiz apitar nas quatro divisões
do Brasileiro e na Copa do Brasil.
O topo da carreira de árbitro é
chegar ao quadro da Fifa e estar numa Copa do Mundo, privilégio que na África
do Sul, coube pela terceira vez seguida ao gaúcho Carlos Eugênio Simon. Ceretta
diz que, como qualquer árbitro, sonha em apitar jogos internacionais e, um dia,
participar de uma Copa do Mundo, mas lamenta que apenas um juiz brasileiro possa
ir de cada vez ao Mundial.
- Eu sonho, mas tento manter os
pés no chão e não me preocupar com isso. Infelizmente vão à Copa árbitros de países que
não tem expressão alguma, e nós, que temos o futebol como paixão nacional, temos
apenas um árbitro de quatro em quatro anos.
E depois?
Uma das queixas dos árbitros é a
falta de assistência da CBF. Neste ano, por exemplo, a entidade se absteve até
mesmo de ouvir diretamente dos clubes as queixas por erros de arbitragem - a
entidade disse que tais reclamações devem ser feitas às federações estaduais, que
são as responsáveis pela formação dos juízes. Além disso, os árbitros não têm
vínculo empregatício com as entidades e são considerados prestadores de
serviço. Assim, não contam com nenhum direito trabalhista, como férias, 13º salário,
licença médica ou FGTS, tampouco conseguem planejar a aposentadoria.
Não que o pagamento seja ruim - a
cota para um árbitro Fifa no Brasileiro de 2009, por exemplo, era de R$ 2.500 por
partida, livre de despesas. O problema é que, sem um acordo de trabalho, o dinheiro só sai quando o juiz entra em campo, o que pode acontecer de uma a
seis vezes num mês, dependendo dos sorteios usados para determinar quem
trabalha em qual jogo. Ceretta hoje tem 26 anos e poderá
ser árbitro até os 45. Depois disso, já projeta o que vai fazer: continuar no
futebol, mas do outro lado da linha lateral.
- Já estou me dedicando a isso e
estudando bastante. Quero partir para a carreira de treinador de futebol e trabalhar
em equipes profissionais.
Fonte - R7
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