|
05 de dezembro de 2011 - 19:44 |
O árbitro da Federação Paranaense alegou um problema ético e pediu para não trabalhar na última rodada do Campeonato Brasileiro.
Evandro Rogério Roman fez um inusitado pedido para o Departamento de Árbitros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): não trabalhar na última rodada do Campeonato
Brasileiro. Gaúcho, mas juiz do quadro da Federação Paranaense de Futebol, ele alegou um problema ético ao fazer a solicitação.
- Fiz vários clássicos entre Atlético-PR e Coritiba mas, por tudo o que esse jogo representa e a
minha função no estado, achei que não seria positivo - disse Roman, que também é secretário
estadual de esportes do Paraná.
Roman ressaltou que não gostaria de ser lembrado como o árbitro responsável pelo
rebaixamento do Atlético-PR ou que tirou a vaga da Taça Libertadores da América do Coritiba.
Por outro lado, ele ainda acrescentou que para não se apontado como o árbitro que ajudou
os clubes paranaenses, pediu para ficar de fora não só do clássico mas de toda rodada final do
Brasileiro.
- Sou um cidadão com cargo público, que se deu o direito de fazer essa solicitação. Tenho 22
anos de carreira e nunca havia feito isso. Foi a decisão mais prudente - frisou Roman.
Ao fazer um balanço sobre a arbitragem do Brasileiro, Roman destacou que a atual tabela, com
clássicos marcados para as duas últimas rodadas, preservou o espírito esportivo. E lembrou
que os árbitros também sofrem pressões com um número maior de partidas decisivas no fim
da competição.
- Foi preciso aumentarmos não só o nível físico mas também o mental. O campeonato chega
ao fim sem um problema de arbitragem. Tem um probleminha aqui e outro ali, mas nada grave
- considerou Roman.
Sobre o possível favorecimento do Corinthians pela arbitragem, Roman rechaçou qualquer
possibilidade. Mas encarou com bom humor as acusações dirigidas aos árbitros.
- Mexemos com a paixão e a todo momento tem alguém pensando algo. O árbitro sempre vai
ser julgado - ponderou Roman.
Fonte: O Povo
|